Porque não te calas Mário?
Essa foi do Rei Don Juan de Espanha a repreender Hugo Chavez por este ter chamado o ex-premie espanhol de "fascista". Não levem a mal a adaptação mas alguém tem de dizer algo.
Hoje estava ouvindo a rádio e de repente sem saber quem era o interveniente, ouvi em pouco mais de 5 minutos, afirmações como: "Como sabe Cabo Verde não é África...está na África, mas tem uma cultura diferente da Guiné Bissau,....inclui-se na Europa no grupo da macaronésia, ...blá blá, blá blá".
Por que não te calas Mário, apetece-me gritar-lhe daqui. Era o dignissimo Dr. Mário Soares a insistir nessa tese absurda de Cabo Verde não ser África. Que ideia maluca é essa de achar que a cultura de Cabo Verde é diferente da Guiné Bissau e por isso não ser África. Fala sério!!! Alguns vão até achar bonita essa tese e a esses, velhos assimilados dos princípios coloniais, a ideia cai no "goto", mas digo-vos que isso é jogar areia nos olhos e ignorar a vossa própria realidade.
Para começar o nosso crioulo vem da África ocidental, trançado com português e outras línguas europeias e toda a nossa cultura e tradição tem na matriz o continente negro.
Disfarçar essa realidade para cumprir outros propósitos sempre foi a arma da burguesia participante de sistemas deslocalizados destas ilhas.
Se liga aí!!! A parceria especial com a Europa reforça a nossa posição no continente Africano.



33 kumentarius:
Por falar em Mário, há dias ouvia o Mário Lúcio a falar do seu novo trabalho: "Badyo".
Mário Lúcio teve que fazer uma grande investigação histórica antes de publicar este trabalho. Hoje em dia ele conclui: "Os portugueses contaram-nos mentiras". Isso referente a vários factos da nossa formação e nossa cultura. Mário Lúcio, hoje em dia, fala da história do seu país com um grande orgulho, porque descobriu que, afinal, temos uma grande identidade - a do negro - mas que, infelizmente continuamos a negá-la e continuamos a não encontrar uma substituição para nos tranquilizar a alma. É claro que temos vários elementos europeus, que devemos nos orgulhar. É claro também que nós criamos elementos próprios, o que nos devemos orgulhar mais ainda. Mas, defendo essa tese, a matriz da nossa Cultura vem dos povos que nos formaram na maioria: Fulas, Balantas, Mandingas, Manjacos...Cabo Verde tem uma alma profundamente africana; de outra forma não podia ser. Não é pelo facto de uma classe social dominar politicamente, como foi o caso dos colonos, que signifique automaticamente que a cultura do lugar vá ser a cultura desse grupúsculo social. A Cultura, felizmente que é assim, forja-se na dinâmica do povo. A nossa língua - o principal elemento em qualquer Cultura - baseia a sua estrutura na língua desses povos apontados acima, independentemente da sua bagagem lexical ser maioritariamente proveniente do português. A nossa música - outro dos vectores fortes de uma Cultura - é mais africana que europeia. A nossa maneira de estar, os nossos sentimentos, os nossos ditos populares, etc.
Nessas questões: de sermos mais pretos, mais brancos, mais "mais ou menos": costumo perguntar os meus interlocutores: "Nos festivais - da Baia, da Gamboa, de Santa Maria - qual é a cor da pele que mais se vê?"...esta pergunta, simplista, serve-me a mim para indagar: "Por que raio, achamos - elitizinha social burguesa - que somos o referencial de toda uma esmagadora sociedade?"
Essas afirmações "Cabo Verde não é África" é uma grande pretensão; é quase que uma ingenuidade intelectual...por mais que seja dita por um eminente intelectual, como é o caso de Mário Soares.
Tidi,
Mi tb N obi-l, y nunka n odja algen ta papia tanta mer**. Imajina, e ka konsigi nen splika vantaji di Kabu Verdi ku kel parseria kantu maz di UE.
E ben ku kel papu paternalista ta fla ma nos nu konsigi kela pamodi nos e midjor na Afrika.
Na kontinenti ki ten maz paiz na mundu (53) e ta atxa ma nos, un paiz ton pikinoti y pobri seria kel midjor. Ki graxa...
E verdadi ki nos kultura e diferenti di Guiné, sima di Guine e diferenti Zimbabwe, sima Zimbabwe e diferenti di Gana y gana y diferenti di Egipto. Má tudu e Afrika.
E kre fla ma kultura di Portugal e sima di suecia ô di Alemanha?
Parseria podi ser bon pa otus razon, má sen konbersu di adoson pamodi nos e diferenti, midjor ô situadu maz lonji di kontinenti.
El e mesti reforma di bez y dexa di papia blu pa kodji "louros"
Mário Soares está desencontrado, não culpo a idade, pois há dias numa entrevista o gênio Oscar Niemayer cansou-me com jovialidade e já tem quase 100.
Cabo verde só deixará de ser Africa no dia em que um rebocador puxá-lo para perto de outro continente-essa frase não é minha. Falar de cultura africana e dizer que temos cultura africana é uma ideia de pseudo intelectuais que não sabem nada de Africa.
Eu nasci e cresci até aos 7 anos de vida no CONTINENTE, e posso garantir-vos que num país tão pequeno como a Guiné Bissau há uma diversidade cultural incrivel que passa por muitas de linguas e tradições muito heterógeneas.
Olhar para essa diversidade, ou para as nossas tradições e cultura e rotular de Africana é uma simplificação tão anti-progressista, como a frase de Mário Soares.
Nesses assuntos de cultura o melhor mesmo é não rotular- vide história.
NO LABELS!
Para já quando se começou com a retórica do perto e do longe ao falar de “cultura” o pessoal ainda não tinha nascido e não foi sequer o Mário Soares a intelectualizar a coisa foi o Professor Adriano Moreira. E depois o argumento não era (nem é) complicado tinha por base um aspecto económico porque desde o tempo colonial que os cabo-verdianos preferem comprar propriedades e investir o seu dinheiro em terras lusas. Hoje centenas de cabo-verdianos têm prédios e dinheiro na terra de Camões (sem necessidade de serem emigrantes, isto é, vivendo cá) e ninguém compra terras, propriedades no Continente e não vejo também ninguém fazer as malas para ir passar férias na Guiné. Do ponto de vista cultural a participação intelectual dos cabo-verdianos na cultura e vida académica dos portugueses foi muito grande desde sempre. Daí o Professor sempre ter defendido que toda a aproximação em todas as áreas só podia trazer vantagens culturais para Portugal, além das outras. Hoje fala-se em EU. Infelizmente o Botas era campónio e só inventou desgraça. O resto é conversa de periquitos. Nem os portugueses sabem donde vêm nem essas tolices tem interesse. É preciso é que se desenvolva uma geração de gente culta e bem pensante como foi apanágio dos cabo-verdianos nos sec. IXX e XX e que se tire os povos da miséria. A guerra das culturas e das origens é uma perfeita parvoíce.
Pois, mas é também verdade qui muitos de nós "africanistas" temos como referências musical além-mar grupos como: Queen, Pink Floyd, U2 etc.,
Poucos referenciam com igual orgulho o Manu di Bango, Salif Keita, Femi Kuti ou Richard Bonah ou mesmo os populares Kassav (Antilhas, afro-antilhas)
Nada a favor nem contra, muito pelo contrário, só que a nossa cultura é também aquela de que bebemos...
Pedro Mascarenhas
com o radicalismo todo entranhado nas palavras dos varios comentaristas deste tema, melhor será renunciarem europa e transformarem em africanos de gema.
Impossivel minha gente, caboverde não pertence ao territorio Africano, as ilhas de caboverde não eram habitadas, esses povos caboverdianos se formaram de africa, europa e de quase todos os cantos do mundo.
Sejamos autenticos e ponderados nos nossos comentarios.
sou de caboverde, entendo que a esse povo se dá o nome de caboverdiano
Agradecimentos pela aceitação imediata do comentario; por ter não sido considerado um despauterio
Mario Lucio investigou uma parcela da identidade caboverdiana cujo o seu autoconsciente se enquadra. Pode ele se sentir Africano de alma o que esta no seu legitimo direito como cidadão mas, isso nao implica que todos os caboverdianos tenham que aceitar na integra serem africanos, poderão defender outros pontos, como ex, nao identificarem com nenhum desses povos e, se sentirem apenas caboverdianos, como tambem poderiam defender serem mais europeus, mais asiaticos...
No caboverdiano se encontra o castanho, preto, branco, vermelho, amarelo etc. Essa é a identidade de caboverde "defendo"
Nhôs dexa di merda! Cabo Verdi é ca áfrica, é ca europa! Nhô Balta dja fla e djê splikal há muito tempo! Nôs nu ê um povo novo - nu é KRIOULO! primêru crioulo criadu "em série" na mundo! nu foi criadu di origem! cu scravus e cu brancos! cu violaçon e cu tudo otu cusa! por isso nôs própi nu ka identifica ku ninhum di ês! nu ta bá portugal, nu ka ta xinti ma nu ê portugês. Li na Cabo Verdi nu ka ta reconheci igualdadi nem cu guineense mandjakus ki fari ku otus etnias e povo di otus país di áfrica! Nu ser realista e nu ser verdadêru pelo menos cu nôs própi! Nu herda sangui kenti di africanu e inteligência di hómi branku! ... e tchau!
A questão tem de ser colocada do ponto de vista afirmativo. Cabo Verde é África.
A negação já esconde o problema identitário herdado da colonização e o pior de tudo é não terem base para aceitar a condição de ser, limitando o debate ao argumento apelativo. Isto é um debate livre e a opinião fundamentada terá sempre força, mesmo que contrária às dos outros.
Reforçando o César tem razão em afirmar que a negação da identidade africana é uma ingenuidade intelectual, parece até um problema de "estigmatismo" ou seja conseguem ver ao longe melhor do que de perto e assim não se reconhecem e consequentemente ficam em cima do murro a esbravejar "aqui não é áfrica!!!". Se o médico de vista não ajudar, arrumem um binóculo. Cabo Verde são ilhas e território africano assim como as canárias e Madagascar. Renegem-se como quiserem mas os factos modelam a realidade.
Não se pretende provar nada do que é facto, mas a nossa localização é indiscutivel a não ser que consigam por qualquer milagre arrastar as ilhas para a sobranceira de outro continente.
Pegar pela cultura e dizer sermos diferentes dada a fusão cultural é outra ingenuidade, afinal que continente é mais rico do que a africa em termos de diversidade!? Aí está a nossa grande riqueza. Diamante bruto se quiserem.
Canoa é que tem razão a afirmar que o problema vem de trás. Os que desconhecem a história, ficam no conforto de prefirir a Europa em vez de reconhecer a identidade que associado à África os envergonha.
Agradeço a participação de todos e vos convido a debater, posicionando como quiserem, no vosso melhor e se faltar argumentos, o que não vale é agredir, sejamos produtivos.
Ok ... Canárias é África ... ponto final!
PS: em todo o mundo as pessoas estudam para se desenvolverem e para deixar o seu contributo como ser social q somos. Mas em Cabo Verde parece que quanto mais se estuda, mais burros e atrasados mentais ficamos. Acho que nem Freud explica esse fenómeno ... só espero q esta mensagem não seja sensurada, prática aliás, que os cabo-verdianos bem assimilaram da nossa herança histórica (já agora, é herança dos Balantas ou é mesmo da PIDE-DGS!)
... dreem on!
ilhas canárias fazem parte do território africano sim e essa vc não entendeu. O Território é africano o país é que não. Diferente de Cabo Verde que é totalmente África. Entendeu! Estuda no mapa e deixa de ser otário.
No pedra não se censura opinião contrária, mas essa é a ultima que vc manda pra cá sem se identificar. Se vc tem essa boca toda deve ter coragem de dar a cara.
no meu entendimento, territorio é o terreno, area de um pais. Esse terreno que compoe Cabo Verde, se encontra na costa ocidental de Africa
Bem isso me fez investigar e esta é só para acrescentar que algumas das ilhas canárias estão a 96Km da Costa do Marrocos e geologicamente já estiveram a 60Km do continente.
http://elguanche.net/macaronesiav2003.htm
A definição política não exclui a definição geografia de um território constituído pelo continente e ilhas adjacentes.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/LocationAfrica.png
Porque não te calas!!! Quem tem lata tem cara.
o criolo caboverdianno não é africano, é baseado a mais de 90% no português, e a sua syntaxe não é africano mais tem uma base identica aos outros criolos (criolos de hawaii, de malaca, criolos das caraibas e os criolos arabes).
E papaya, manga, mandioca, goiava, feijão, milho, batata doce são produtos originarios de america-do-sul.
O systema politico do cabo-verde é similar ao systema da europa (e o golpe de estado da guiné_bissao en 1983 é a prova da differencia)
Mesmo a musica é muito orientada a europa. A morna não tem grande influencia africana, funana vem dum estilo português chamado fungaga, coladeira é uma mistura de estilo portugues e africano...so fica o batuke e a tabanka que são africanos...
Tambem é facil ver os instrumentos musicais que sao quase todos de origem europeia, cavaquinho, guiola...
Ao Anónimo que tanto escreve... recomendo um bom começo de pesquisa: Placas Tectónicas.
Nhos djobi li(nk):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tect%C3%B3nica_de_placas
http://www.escolavesper.com.br/placas_tectonicas.htm
PS: como se entendem os Anónimos? como se distinguem?
Eh Peps, não tem jeito, parece que tem gente que gosta de impor as suas ideias pelo GRITO. Mas a verdade é a verdade, não se podem alterar os facto porque se fala grosso e se ofende quem discorda. No contexto africano é que nos encontramos e todas as esferas do nosso desenvolvimento são intrisicamente africanas per si. E é no contexto do continente que melhor nos afirmamos a nível político, cultural, desportivo. Na área económica há que admitir que nos posicionamos de costas para o continente visto que as nossas relações nesse campo se relacionarem principalmente com a Europa e Portugal. O que não impede que possamos vir a intensificar as nossas relações com os nossos vizinhos e irmãos aqui do lado da costa.
A tese do europeista é uma opinião no mínimo esquisita. Se consultar o acordo da parceria especial publicado no jornal A semana terá concerteza um entedimento que para a Europa este acordo encerra muitas questões relacionadas com o nosso posicionamento estratégico no contexto da Africa e não o inverso. Eles precisam de nós no sentido de se aproveitarem do posicionamento estrtégico de CV para controlarem a Imigração ilegal, tráfico de tudo e portanto uma zona de segurança mais avançado. O que no fundo sempre foi a nossa vocação no cruzamento de rotas.
Mas agora eu pergunto o que eles associam e renegam na Africa? A negritude?
Isso só pode ter um nome. RACISMO!!!!
Bem, estou a ver que essa discussão já tomou proporções tectónicas! Não sei qual o objectivo ao ser referenciado os links. Mas uma das coisas que detectei foram as diferenças ... sim, pelo menos sete! (será que se trata daqueles passatempos de jornais e revistas?!)
Essa discussão, fez-me lembrar uma outra, tida há relativamente pouco tempo, sobre um tal Felipe Gonçalves (do programa "Operação Triunfo") ... lembram-se disso? Pois bem, os cabo-verdianos garantiam a pés juntos que o homem era cabo-verdiano ... e ele mais o próprio pai diziam que não ... e os cabo-verdianos teimosamente continuavam e continuam a dizer que sim, que ele é cabo-verdiano e que até tinha familiares, que até recebiam presentes e tudo de Portugal, dessa família cabo-verdiana "Gonçalves!" ...
... e Assim vamos nós ... com delírios e devaneios sobre afinal o que nós somos e não somos!
Já vos disse e volto a repetir: Para responder a isso, temos de saber responder com inteligência, com conhecimento do nosso enquadramento histórico e conjuntural, a três questões simples!
1 - Somos europeus? (já fomos? queremos voltar a ser?)
2 - Somos africanos? (qual foi o papel desempenhado pelos cabo-verdianos durante a escravatura e durante a colonização ? qual a nossa realçaõ actual com os nosso irmãos mandjakus da costa ociedental africana e com o Mamadu Djalô e o Fodê Kabá da Guiné Bissau?)
3 - Somos crioulos? (Nhô Balta a tinha d'zed má nôs nu ka é nem um coza nem ôte ... nôs tud nôs ê Kriol)
Temos de investigar muito para sabermos responder a isso tudo. Temos de conhecer o nosso processo de formação, a nossa génese, as nossas origens, etc, etc ... Depois de responder a essas questões, temos de cruzar a informação obtida com os dados sobre a nossa população ... as percentagens de negros, brancos e mestiços ...
(vai haver censura?!)
Ah, interessante o anónimo anotar que é preciso investigar. Claro que é preciso investigar, nesse campo temos muito a descobrir, mesmo porque a nossa arvore genealógica só tem rasto dos europeus, os africanos por não portarem apelidos não constam, o que não significa que não existam. Ademais o rasto ficou na pele.
De outro modo, não adianta tentar reescrever a história. Há muita coisa evidente e outros que com um pouco de esforço se consegue descobrir. Fala da participação dos caboverdianos na colonização que de facto existiu, mas é também de facto que não era o povo de Cabo Verde mas os lacaios do sistema que sempre existiram e que sempre estiveram dispostos a explorar o seu próprio povo. Mas esses até ainda existem e em todos os povos, não se pode é dizer que esse foi o papel do caboverdiano visto que ainda no sec. XX foi o povo de Cabo Verde mandado para as roças de S.Tomé e Angola na ilusão e promessas de trabalho e comida, visto que nas ilhas morria-se de fome.
Se liga aí ohhhh....
Sabem uma coisa? os dois ultimos comentarios (anonimomo e obik) nos manda directamente para uma investigação mais aprofundada do lado negro. Melhor é começarmos pela leitura do livro sociedade escravocrata de Antonio /C.
E essa Ahm?
ANONIMO, VOCE TEM UMA LINHA DE PENSAMENTO APURADO RELATIVAMENTE AO CONTEXTO EM QUESTÃO
A "linha de pensamento" é a linha da consciencialização da nossa existencia histórica q tenho.
Nós cabo-verdianos estamos como os portugueses. Estamos com vergonha de assumir a nossa história!
... e não venham com histórias dos caboverdianos "escravos" contratados para São Tomé!
--> Quem realmente foi para São Tomé? R: os pretos cabo-verdianos!
--> Quem ajudava os portugueses no processo de selecção dessas pessoas? R: os brancos cabo-verdianos!
--> Quem fazia a "escolta" nos barcos? R: Eram os mestiços cabo-verdianos! ... os capatazes ... os "capangas"!
É certo que também temos de saber enquadrar essa solução como uma alternativa encontrada na altura para combater a fome (45! e anteriores) e a miséria que assolava o nosso Cabo Verde!
Já pararam para pensar porque será que os Cabo-verdianos sempre (e continuamos a ser) os previlegiados dos portugueses? ... Porque fomos os primeiros a ter escolas, liceus e direito à formação?
... pensem nisso! e depois digam p'ra vcs mesmos, o q realmente somos!
Vocês não acreditam ... mas somos uma "raça" (esse conceito já não existe!) realmente nova e diferente! Fomos criados de raiz! a nossa cartografia DNA diz isso mesmo! Há certas doenças q temos (devida à herança dos brancos) que não existe quase ocorrência nos africanos e vice-versa! ... É a frieza dos números da mãe natureza a falar ...
Penso que a linha de pensamento do anónimo é linear e limitado.
Posicionado-se pro europa limita o contexto de análise, força a conclusão e tende a imprimir um antigo conceito de RAÇA, ignorando e minizando o processo de fusão e diasporização.
Vamos estudar, galera, para de viajar e ignorar o povo. Se vc quer ser europeu tudo bem. Cabo Verde já é Africa e sempre será.
Bali.
Bem, vou deixar de escrever neste espaço. O seu autor não percebe nada do q escrevo aki ... isso revela um certo analfabetismo funcional ... lês mas não percebes o q escrevo.
Onde foi q eu defendi q somos mais brancos/europeus do q negros/africanos? onde?
Face a essa (in)definição se somos brancos/negros, africanos ou europeus ... avancei com uma terceira via ... somos Krioulos! e tchau! ... provavelmente num futuro breve, vamos ser reconhecidos como os primeiros krioulos fabricados em série no mundo! Antes dos latinos, antes dos Jamaicanos, do Cubanos, Brasileiros e afins! Capiche?! ... o primeiro sítio - lugar geográfico, onde se deu efectivamente, pela primeira vez, o cruzamento de povos e culturas (foi censurada a palavra "Raça", tá bem assim?!) ... a miscegenação como dizia o falecido e ilústre Mesquitela Lima! este sim cabo-verdiano e um dos maiores antropólogos da sua geração!
Estudem e investiguem esses assuntos que um dia falaremos melhor.
Um abraço a todos!
FUI
Exacto, não posso é suportar inverdades. Notem:
1. O Anónimo questiona se somos Europeus. Descabido e Mentiroso. Nunca fomos. A verdade é que sempre houve assimilados que aspiraram a ser considerados cidadãos portugueses de primeira. Nunca conseguíram e foram denunciados por Cabral.
2. A africanidade criola não pode ser posta em causa por causa do papel que ALGUNS caboverdianos tiveram no processo de escravatura e da colonização. É um tentativa de deturpar a verdade.
3. A identidade do Criolo é uma veia forte indiscutivelmente e marca/diferencia a nossa existência no contexto cultural africano ou mundial.
4. Os contratados para São Tomé foram/são antes de tudo PESSOAS de baixa condição económica que vivam na miséria e que foram buscar vida. Que bobeira a sua tese em falar de pretos caboverdianos. Sabe qual a % da pop. CV pode ser considerada branca?
5. De resto CV foi sempre uma colónia diferente de todas as outras. Enquanto no continente havia recursos a extrair das ilhas o que havia a explorar foi delapidado rapidamente e só restaram homens e mulheres pelo que não é nenhum mistério a construção de escola no arquipélego desde muito cedo. Aliás as razões são históricas e se ler A. Carreira - CABO VERDE, Formação e extinção de uma sociedade escravocrata teria as razões todas por que isso aconteceu.
Deixe-se é de estória, oh anónimo metido a intelectual superior ;)
Agora podem reconsiderar quando foquei caboverde formado por branco negro amarelo vermelho etc.
Cada caboverdiano tem o direito de defender o seu autoconsciente.
Para que possamos entender neste arquipelago, devemos começar por escutar e respeitar as nossas diferenças, cada caboverdiano defende aquilo que sente correr na sua veia e, é são esses trabalhos que irão formar a real identidade desse povo.
Não existe mais intelectual, menos intelectual. Existem expressoes que devem ser evitados - num espaço como este, a abertura deve ser total. Não somos os donos dessa verdade mas sim donos de uma parte da nossa verdade.
Boa, gostei da sua última resposta. Fico contente com a afirmação sobre não sermos donos da verdade mas sim de uma parte da verdade. Essa concordo a 100%.
De resto o seu anterior discurso se funda num pensamento à la burguesia que Cabral denunciou e que fazia parte de um status quo que ignorava a existência do povo e tão somente focava os problemas da elite. A mudança de postura acontece quando os intelectuais do inicio do século XX começam a ver a realidade e a conscientizar que há povo crioulo de origem africana e miscigenada nas ilhas.
Isso não é a minha verdade nem a sua são os factos que obrigaram a que muitos lutassem para a dignificação humana deste povo. A negação disso não anula e nem se sucumbe perante outra ficção que determinados sectores pretendem inventar.
A legado da liberdade, independência, democracia e desenvolvimento é fruto desse movimento de consciência cidadã.
de facto não esperava que houvesse tantas ideias dispares sobre a identificação com Africa. O debate segue solto em outros "kau" na net.
http://forcv.forumup.org/about8-0.html
estou tambem desistindo desse espaço que é entendido somente o que convem entender. O tema é polemico e interessante, é pena que o autor não se abra um pouco mais para outras esferas de entendimento e encontrar-se o ponto comum desejado.
Sempre estive e estou aberto a todo o tipo de diálogo no limite do respeito pelas diferenças. Apelar ao racismo, utilizar argumentos baixos, denegrir raciocínio dos outros, especulação e inverdades não dá debate meu caro.
De resto na web a liberdade é o que há. Vir cá, ir a outro lado, criar o seu próprio blog, dar a cara, não dar, assumir falsas identidades são várias facetas que podemos todos assumir livremente.
O único detalhe é que vc não encontrou aqui eco para a sua campanha, mas como deve entender ainda há um universo de espaço para continuar divulgando essas ideias.
O espaço continua aberto ao diálogo, argumente seriamente no mesmo nível e terá feedback no mesmo tom!
os dois anonimos do debate,quase se encontraram nas ideias. Eu anonima, preciei sua forma de pensamento . Encontraremos mais vezes. Até mais
"(...)cada caboverdiano defende aquilo que sente correr na sua veia e, é são esses trabalhos que irão formar a real identidade desse povo." anónimo said ...
(...)" na web a liberdade é o que há. Vir cá, ir a outro lado, criar o seu próprio blog, dar a cara, não dar, assumir falsas identidades são várias facetas que podemos todos assumir livremente."
obikuelu said...
ta escrebedu ...
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